Sobre o título. Bem essas questões:
- O que?
- Para que?
- Para quem?
- E como?
Vieram da minha aula de sexta à noite, de Educação Especial. São perguntas sobre Educação, mas como o Allan (meu professor e orientador) já disse, servem como reflexão para a vida...
Por muito tempo, me perguntei "que merda tô fazendo?", mas essas quatro perguntas, que me vem à cabeça agora, resumem melhor a situação.
Eu me pergunto agora, "o que estou fazendo?", "pra que estou fazendo?", "pra quem estou fazendo?" e "como vou fazer?".
Eu lembro o tempo (acho que já falei sobre isso) que pouco me importava as pessoas. O mundo, que seja...
Eu seguia minha vida, fazia o que me pediam, fazia bem, e foda-se o resto. De certa forma, não me importava nem um pouco com os outros. Na verdade até me importava. Esperava que todos morressem, o mundo seria bem melhor sem pessoas. Eu não acreditava nem um pouco nas pessoas, que elas poderiam melhorar. Basicamente, para mim, antes a humanidade acabasse que o resto do planeta.
Mas de um tempo pra cá as coisas mudaram (acho que já escrevi sobre isso também), eu comecei a me importar com as pessoas, não que eu cagasse e andasse para as pessoas que eu gostasse, mas achava o sacrifício válido... Mas não acho mais, não deles pelo menos. Acho que de ninguém...
Lembrei de outra coisa agora. Lembro, que antes de me tornar sociável, eu imaginei o meu pior futuro. Basicamente era eu rico, poderoso, com mulheres lindas quando quisesse e sozinho. No final, alcançaria um posição invejável por todos, mas nunca teria feito nada que me fizesse realmente feliz.
Lembro de outra coisa engraçada. Do Rennó falando que enquanto ele dirigia, o simples fato dele seguir as regras de trânsito, era motivo de ser ridicularizado ou taxado de chato. E isso me lembra também (isso eu sei que já falei) do meu padrasto ser apontado na rua e ser "xingado" de honesto. Simplesmente porque ele não tinha gato na rede elétrica e pagava impostos...
Bem juntando tudo que escrevi mal anteriormente, o que quero dizer é:
O que estou fazendo da minha vida? É válido?
Para o que estou fazendo? É bom ou ruim?
Para quem estou fazendo? É realmente me importa? E quem me importa?
E como estou fazendo? É correto? Certo? Aceito? Por quem?
Essas questões me fazem pensar o porque um cara que jogava bola comigo quando criança, entrou para o tráfico, sabe-se lá porque. Onde não existe lógica nenhuma: racial, religiosa, ideológica ou seja lá o que pra se matarem. E morreu, simplesmente porque o policial que podia prende-lo resolveu meter uma bala na cabeça dele, mesmo ele já não pudesse fazer nada, além de se render.
E nessa coisa confusa que escrevi, eu me pergunto, o que posso fazer?
Será que nada, além de assistir as pessoas a minha volta se matarem por ideologias baratas e matarem quem está próximo de mim também, mesmo que não se envolva, também?
Será que é isso que sou? Ou grande expectador?
Que simplesmente se senta em frente à tela de TV e assiste as pessoas morrendo? Seja aqui na esquina ou em outro país? Que nada que eu faça valia alguma coisa? E eu não posso fazer nada?
Eu sei que esse post é feio, chato e mal escrito. Mas pra você que leu essa desgraça pense no que está fazendo, para que, quem e como.
Eu sei que estou tentando "abraçar" o mundo. Mas sei que se eu não o fizer, nada do que fiz até agora teve sentido para mim. E o "mim", egoistamente, responde o "quem?" da questão.
Mas, como pra mim tudo é uma merda... Foda-se, eu sigo o que acredito, mesmo que depois descubra que não foi o certo!
A única certeza? Sobre minha existência, esperava que não existisse!